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domingo, 11 de novembro de 2007

Séries - Parte I: Séries Nhoca (final)


Donas de Casa Desesperadas


Faz lembrar: Telenovelas mexicanas.
Pontos fortes: Erm, gajas giras? :|
Pontos fracos: Ver duas linhas acima.


Telenovela (só é chamada "série" porque é falada em inglês; se fosse em Castelhano e as personagens tivessem mais 3Kg de maquilhagem e olhares enviesados seria denominada "telenovela") sobre uma série de mulheres chatas e preguiçosas cujos únicos apelos são os traseiros e as mamas.

A história é narrada por uma amiga delas que se suicidou (talvez a única personagem com interesse na série) e que não tem mais que fazer no Além do que bisbilhotar a vida das amigas e contar tudo aos ávidos espectadores da novela. Perdão, série. Se a vida no Paraíso é só isso acho que prefiro não morrer. Ao menos aqui há galinhas e hambúrgueres do Ramona.

Temos então as seguintes personagens principais:

  • uma mulher que queima casas como quem muda de camisola e que tem sérios problemas de equilíbrio e de manuseamento de objectos. Se isto fosse uma novela (série) europeia dir-se ia que a senhora tinha paralisia cerebral. Como nos EUA não há dessas coisas chamam-lhe "trapalhice";
  • outra que pensava que ser mãe era como fazer panquecas e entra em choque emocional cada vez que os filhos dizem "olá";
  • uma dona de casa snob super-hiper-perfeita que na intimidade anda às voltas com chicotes na cama e fica histérica de pânico quando descobre que o filho é gay. Depois o filho fica com vontade de a matar. Esta é talvez a única coisa divertida na sériovela;
  • finalmente, uma ex-modelo que se casa por dinheiro e acaba por se aborrecer e envolver-se ceqsualmente com o jardineiro adolescente. Claro que lá os jardineiros não são aqueles senhores cinquentões com bigode que cospem no chão. São rapazes atraentes e com corpos perfeitos que preferem varrer folhas a seguir uma carreira de modelo. Só porque sim.



Heroes

Faz lembrar: Qualquer história de BD sobre super-heróis escrita nos últimos 150 anos.
Pontos fortes: Pessoas que fazem coisas giras com os dedos dos pés.
Pontos fracos: Não há personagens com poderes realmente úteis, como tirar macacos do nariz por telecinese.


Pessoas normais. Vivendo vidas normais. Fazendo torradas com o umbigo.

Uma série de personagens com super-poderes tenta salvar o Mundo da destruição iminente.
Como nas séries dos EUA ninguém trabalha nem vai às aulas nem à casa-de-banho, é uma tarefa perfeitamente possível sem ter que faltar demasiado ao emprego nem meter baixa psiquiátrica porque o marido derreteu o cão.

Confesso que dos episódios que vi até achei a coisa minimamente engraçada. Quando saíu a segunda época cheguei a pensar que o enredo ia intensificar-se e ficar mais interessante.
Mas não. Ingenuamente esqueci-me que é preciso esticar e meter mais personagens para manter toda a gente colada ao ecrã pela maior quantidade de tempo possível.
Só gostava de ter estado na sessão de brainstorming onde decidiram quais os novos poderes. Não sei como não escolheram a habilidade de chegar com o nariz ao dedo grande do pé ou a de fazer pastilha elástica de bacalhau com o cotovelo.

Cá por mim não vou seguir a série com atenção até introduzirem a revolucionária Galinha Voadora. Isso sim seria digno de se ver. Pessoas que voam e que fazem fogo já eu ando a ver na TV desde que tinha 3 anos.

Nota: As opiniões aqui escritas não reflectem as opiniões dos restantes autores do blog.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Séries - Parte I: Séries Nhoca (continuação)


Serviço de Urgência (ER)


Faz lembrar: Nada, mas muita coisa faz lembrar ER.
Pontos fortes: Não me ocorre nenhum, mas algum há-de haver para ir na 865ª temporada.
Pontos fracos: Serviço de urgências que mais facilmente passaria por manicómio, esquadra da polícia ou refúgio para delinquentes que por serviço de urgências.

Série sobre a vida num serviço de urgências de um grande hospital nos E.U.A.. Até aqui nada de estranho, não fosse o facto de as batas serem a única coisa que distingue os doentes do pessoal médico; fora isso não se perceberia quem está a tratar de quem.
Além do mais, há o facto de as personagens serem completamente planas até o guião precisar delas para uma nova temporada. Por exemplo, imaginemos a enfermeira Joana. A enfermeira Joana passou 17 temporadas sendo apenas a enfermeira Joana, que era chamada para suturar a unha do pé de alguém ou para ir comprar compressas à mercearia da esquina. Contudo, a falta de ideias para a 18ª temporada precisava de mais.
Rapidamente a enfermeira Joana passa a ser Joana, a enfermeira esquizofrénica abusada em criança pelos irmãos e 3 primos que tem um caso escaldante com o canalizador do namorado do vizinho e que toma conta do tio epiléptico nos dias 5, 7 e 31 de todos os meses. A enfermeira Joana tem um grande par de reservatórios mamários, o que abre as portas para um caso empolgante de assédio sexual na 19ª temporada.



CSI

Faz lembrar: Série do Scooby-Doo.
Pontos fortes: Descobre-se que o rosmaninho amarelo da savana não cresce em lado nenhum no Mundo a não ser numa área de 3 metros quadrados em redor da casa do assassino.
Pontos fracos: O que é a série do Scooby-Doo sem o Scooby-Doo?

Alguém é morto ou desaparece. Chega a equipa de investigação. Descobrem-se pistas empolgantes.
A equipa relaciona as pistas, fazendo deduções completamente lógicas como "esta agulha de pinheiro é da espécie XPTO, que só cresce naquele bosque ali, logo o assassino passou por lá exactamente às 12:41:57 de ontem!". Como todos sabemos, entre todas as leis ridículas dos E.U.A. há aquela que obriga a termo de identidade e residência de todas as plantas e pedaços de terra. Além do mais, é também do conhecimento geral que nos E.U.A. não há vento para transportar as coisas de um lado para o outro.
No final, o assassino / raptor confessa tudo num ataque galopante de sentimento de culpa.
Não sei se sou só eu, mas acho que faltam Scooby Snacks nesta série.

Nota: As opiniões aqui escritas não reflectem as opiniões dos restantes autores do blog.

sábado, 22 de setembro de 2007

Séries - Parte I: Séries Nhoca


Lost

Faz lembrar: O livro que Agatha Christie teria escrito se estivesse muito bêbeda durante muito tempo.
Pontos fortes: O rabo da Michelle Rodriguez e as paisagens paradisíacas.
Pontos fracos: Enredo com a capacidade de inovação de uma bolacha Maria.

Um grupo de pessoas despenha-se de avião numa ilha desconhecida de onde são impedidas de sair por um grupo mega-hiper-ri-secreto chamado "Os Outros".
Entretanto vão descobrindo detalhes sórdidos sobre o passado umas das outras enquanto vão sendo feridas ou morrendo que nem tordos e fazendo descobertas na ilha que as fazem ficar assim: .
A páginas tantas já não se percebe quem são os outros, quem são os uns, se os outros somos nós ou se alguns de nós são outros. No meio desta salgalhada de identidade, uma série de Deus ex machinae no enredo tenta sem sucesso mudar o facto de as únicas coisas de jeito na série serem o rabo da Michelle Rodriguez e as paisagens paradisíacas.



Dr. House

Faz lembrar: Qualquer história de vilões com um coração de ouro lá no fundo.
Pontos fortes: Um médico coxo viciado em analgésicos.
Pontos fracos: Um médico coxo viciado em analgésicos.

Chega um doente ao hospital com febre do Danúbio Oriental. Erram no diagnóstico. O doente quase morre. House insulta pessoas ao acaso, coxeia um pouco e engole 3 comprimidos. House descobre a cura. Doente cura-se.
Repeat.

Nota: As opiniões aqui escritas não reflectem as opiniões dos restantes autores do blog.